NEWSLETTER SEMANAL DE ECONOMIA

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Semana de 6 a 11 de maio de 2026

A guerra EUA-Israel contra o Irã entra em sua décima semana sem sinais concretos de encerramento. O cessar-fogo anunciado pelo presidente Trump no início de maio revelou-se frágil: confrontos entre forças americanas e iranianas continuaram no Estreito de Ormuz, que permanece efetivamente fechado desde o fim de fevereiro. O petróleo Brent, que havia chegado a US$ 107 no pico do conflito, recuou cerca de 7% na semana e fechou próximo a US$ 101, à medida que os mercados precificam a possibilidade — ainda incerta — de avanços diplomáticos. Enquanto isso, Trump voa nesta semana para Pequim em visita histórica, e o relatório de emprego americano de abril surpreendeu positivamente — mantendo o Fed no modo de espera por mais tempo do que o mercado esperava.

DESTAQUE DA SEMANA — Conflito EUA-Irã: Cessar-Fogo por um Fio

Trump divulgou no fim de semana que rejeitou a contraproposta iraniana para encerrar o conflito, classificando-a como ‘totalmente inaceitável’. Em resposta, o Brent fechou a segunda-feira (11) em alta de quase 3%, a US$ 104,21 por barril, sinalizando que o mercado mantém elevado o prêmio de risco geopolítico. A resposta definitiva do Irã à proposta americana deverá ser entregue via Paquistão nos próximos dias.

O Comando Central dos EUA confirmou que forças americanas realizaram ataques defensivos e interceptaram ofensivas iranianas enquanto destroçadores de mísseis guiados cruzavam o estreito, sem danos relatados. Trump afirmou que os navios saíram ilesos, mas ressaltou que o cessar-fogo está ‘por um fio’. Os Emirados Árabes Unidos relataram a interceptação de mísseis e drones nas proximidades do estreito.

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou nesta semana que o conflito está removendo cerca de 14 milhões de barris por dia da oferta global — quantidade ainda superior à perturbação que se somava nas semanas iniciais da guerra, quando a estimativa era de até 20 milhões de b/d com o Ormuz completamente bloqueado. A AIE advertiu que qualquer recuperação pós-conflito da produção da região seria gradual.

Indicadores de energia — semana de 6 a 11 de maio
Brent: ~ US$ 101/barril (queda semanal de ~7%); fechou segunda-feira a US$ 104
WTI: ~ US$ 95-98/barril
Estreito de Ormuz: efetivamente fechado desde 28/02 (10ª semana)
AIE: conflito retira ~14 milhões de b/d da oferta global

“A dependência estrutural do mercado global desse corredor de energia segue sendo o fator que mais amplifica o risco inflacionário. Mesmo um cessar-fogo formal não significa a retomada imediata dos fluxos — o processo de normalização é lento e vulnerável a recaídas.”

— Analistas citados pelo ING Groep sobre a dinâmica do Estreito de Ormuz.

MERCADOS GLOBAIS — Divergência: Wall Street renova máximas, Ibovespa cai pela 4ª semana

A semana expôs com nitidez a bifurcação entre os mercados americanos e o restante do mundo. O S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas históricas, impulsionados pela força dos setores de tecnologia e semicondutores — setores que, paradoxalmente, se beneficiam da alta demanda por soluções energéticas alternativas e por IA. O Dow Jones avançou de forma mais modesta, refletindo sua menor exposição a tecnologia.

Na Europa, o índice Stoxx 600 encerrou com leve alta de 0,11%, sustentado pelo arrefecimento temporário do petróleo, mas o sentimento permanece cauteloso diante do risco de nova escalada no Oriente Médio. No Japão, o Nikkei recuou 0,47%.

O Ibovespa acumula a quarta semana consecutiva de queda, após renovar máxima histórica em 199.354 pontos em 14 de abril. Na última semana, o índice caiu 1,71%, e na abertura desta segunda-feira (11) recuou mais 1,19%, fechando abaixo de 182.000 pontos — menor nível desde 27 de março. O setor financeiro puxou as perdas: Itaú PN caiu 2,25%, BTG Unit recuou 2,88%, Bradesco PN cedeu 2,69% e Santander Unit perdeu 2,52%. Na contramão, Petrobras e Vale avançaram, acompanhando a alta do petróleo e do minério de ferro.

Desempenho semanal — principais índices (semana até 9/05, fechamento 11/05)
S&P 500 (EUA): renovando máximas históricas
Nasdaq (EUA): renovando máximas históricas
Stoxx 600 (Europa): +0,11% na segunda-feira (11/05)
Nikkei (Japão): -0,47% na segunda-feira (11/05)
Ibovespa (Brasil): acumulada -1,71% na semana anterior; -1,19% em 11/05
Dólar/real: R$ 4,89 (menor nível desde janeiro de 2024); acumula queda de 10,51% em 2026

O real segue como uma das moedas mais fortes do mundo em 2026, beneficiado pela combinação de juros reais elevados, que sustentam o carry trade, e pelo aumento das exportações de petróleo e commodities agrícolas, que ampliam a oferta de dólares. Investidores internacionais veem o Brasil como uma das economias emergentes mais resistentes ao choque energético.

POLÍTICA MONETÁRIA — EUA: Payroll Surpreende, Fed em Modo de Espera

O relatório de empregos de abril (payroll) divulgado na sexta-feira (8) trouxe surpresa positiva: a economia americana criou 115.000 postos de trabalho no mês, muito acima das projeções de mercado, que apontavam para apenas 65.000 vagas. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3%. O resultado afasta o risco de recessão imediata, mas também reduz qualquer espaço que o Fed poderia ter para cortar os juros no curto prazo.

O Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% na reunião de 29 de abril — decisão em linha com o mercado. No comunicado, o Comitê (FOMC) destacou as incertezas geopolíticas e sinalizou que a política monetária permanecerá restritiva enquanto a inflação de energia não mostrar arrefecimento sustentado. Com o CPI de março já em 3,3% no acumulado em 12 meses (com alta de 0,9% no mês, puxada por energia), as atenções se voltam agora para o CPI de abril, divulgado na terça-feira (12). Economistas projetam leitura alta no componente de energia.

“O mercado de trabalho firme e a inflação em alta são dois argumentos na mesma direção: ambos favorecem a pausa prolongada. O debate começa a migrar de ‘quando cortar’ para ‘precisará subir?’. O CPI da próxima semana vai dar o próximo sinal.”

— Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, após o payroll de abril.

O cenário institucional no Fed também evolui: o mandato de Jerome Powell como presidente encerra-se em 15 de maio. Kevin Warsh, indicado por Trump e visto como mais hawkish, aguarda confirmação pelo Senado. Powell anunciou que permanecerá no Conselho de Governadores até 2028, preservando alguma continuidade, mas a transição de liderança adiciona uma camada de incerteza ao ambiente já volátil. A próxima reunião do FOMC está agendada para junho.

ECONOMIA BRASILEIRA — Selic a 14,5%, Inflação Crescente e Real em Máxima

O Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião de 29 de abril, levando a taxa básica de 14,75% para 14,50% ao ano — segundo corte consecutivo desde o início do ciclo de flexibilização. A decisão foi unânime e esperada pelo mercado. Mas a ata do Copom, divulgada na semana seguinte, trouxe tom mais cauteloso: o comitê afirmou que a continuidade da guerra no Oriente Médio aumenta a chance de impactos duradouros na economia global e que o conflito ‘já pode ter sido suficiente para materializar riscos para a inflação no Brasil, especialmente a piora em expectativas de mercado’.

O boletim Focus desta segunda-feira (11) confirmou o que a ata antecipava. A projeção do IPCA para 2026 subiu pela nona semana consecutiva, de 4,89% para 4,91% — bem acima do teto da meta de 4,5%. Para 2027, a estimativa da Selic subiu de 11% para 11,25% ao ano, sinalizando que o mercado passou a prever um ciclo de cortes mais lento e juros mais altos por mais tempo. A projeção para a Selic ao fim de 2026 se manteve em 13%.

Boletim Focus — 11 de maio de 2026 (9ª alta consecutiva do IPCA)
IPCA 2026: 4,91% (vs. teto da meta de 4,5%) — 9ª alta consecutiva
IPCA 2027: 4,00%  |  IPCA 2028: 3,64%
Selic 2026: 13,00% aa  |  Selic 2027: 11,25% aa (revisão para cima)
PIB 2026: +1,85% (estável)  |  PIB 2027: +1,76%
Câmbio 2026: R$ 5,20 (queda frente à semana anterior de R$ 5,25)
Selic atual: 14,50% aa

A desancoragem das expectativas de inflação é o maior risco para o ritmo dos cortes. O BC deixou claro que os próximos passos dependerão da evolução do conflito e de seus efeitos sobre preços de energia. Caso o petróleo permaneça elevado e a inflação de serviços continue pressionada — o IPCA-15 de abril veio em 0,89%, acumulando 4,37% em 12 meses —, o Copom tende a adotar uma postura cada vez mais gradual. A próxima reunião do Comitê está prevista para meados de junho.

No câmbio, o dólar fechou em R$ 4,89 nesta segunda-feira, menor cotação desde janeiro de 2024. O real acumula queda de 10,51% ante o dólar em 2026, favorecido pelo diferencial de juros e pelo fluxo comercial positivo gerado pelas exportações de petróleo e soja. A apreciação cambial funciona como amortecedor natural da inflação importada, mas o Copom avalia se esse efeito é suficiente para compensar a pressão dos combustíveis.

CÚPULA TRUMP-XI — A Visita de Estado que Pode Redefinir as Regras do Jogo

A Casa Branca confirmou neste domingo (10) que o presidente Donald Trump chegará a Pequim na quarta-feira (13) para uma visita de Estado de dois dias, reunindo-se com o presidente Xi Jinping na quinta e na sexta-feira (14 e 15). É a primeira visita de um presidente americano à China em nove anos — e só a segunda de Trump ao país, após sua viagem em 2017.

A pauta é ampla e sensível. Do lado americano, os objetivos centrais são: pressionar Xi a convencer o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, reduzindo o impacto da guerra sobre a economia global; avançar em um novo marco comercial bilateral com ‘câmaras de comércio e investimento’ entre os dois países; e criar mecanismos de comunicação sobre inteligência artificial. Trump também ameaçou impor tarifas extras de 50% sobre produtos chineses caso haja evidências de apoio militar de Pequim ao Irã — uma acusação que a Casa Branca diz estar monitorando com base em relatórios de inteligência.

Do lado chinês, a estratégia é pragmática. Analistas ouvidos pela AFP avaliam que Pequim buscará resultados pontuais — como extensão da trégua tarifária vigente desde outubro de 2025 e alguma concessão sobre terras raras — sem abrir precedentes em questões estruturais como Taiwan ou a parceria com Teerã. A China controla cerca de 90% da refinação global de terras raras, ativo estratégico que mantém sua posição na mesa de negociações.

A visita chega em momento em que Pequim já proibiu o cumprimento de sanções americanas sobre empresas que processam petróleo iraniano (decreto de 2 de maio), classificando as restrições como ‘ilegais’. Pequim, ao mesmo tempo, pediu a reabertura do Estreito de Ormuz e criticou ataques iranianos a países do Golfo — mantendo uma postura ambígua que preserva seu relacionamento com Teerã sem romper com os países compradores de petróleo.

“A China entra na reunião com confiança cautelosa. Enquanto Trump enfrenta pressão política interna ligada às eleições legislativas de meio de mandato, Xi Jinping aposta em uma estratégia de longo prazo para sustentar influência global e reduzir dependências externas.”

— Análise da Exame/AFP sobre a cúpula de Pequim.

AGENDA — O Que Acompanhar nos Próximos Dias

Terça-feira, 12/05

  • EUA: CPI de abril — dado mais aguardado da semana; analistas projetam nova aceleração da inflação de energia, dado mais decisivo para calibrar expectativas do FOMC.
  • EUA: PPI de abril.

Quarta-feira, 13/05

  • Trump chega a Pequim para a cúpula com Xi Jinping (13 a 15 de maio).
  • Brasil: IPCA de abril (IBGE) — inflação oficial do mês.

Quinta e Sexta, 14 e 15/05

  • Cúpula Trump-Xi: primeiro dia de reuniões formais. Declarações conjuntas — ou a ausência delas — sobre Ormuz e comércio ditarão a direção dos mercados globais.
  • Fim do mandato de Jerome Powell como chairman do Fed (15/05).
  • China: inflação ao consumidor (CPI) de abril.

Semana

  • Brasil: Focus semanal do Banco Central (segunda-feira, 18/05).
  • EUA: Vendas no varejo de abril; produção industrial; dados do mercado imobiliário.
  • Europa: PIB da Zona do Euro — 1ª leitura; dados de inflação de países do bloco.
  • China: dados de produção industrial, vendas no varejo e investimento fixo de abril.

ANÁLISE — Dois Cenários Divergentes para os Próximos 30 Dias

O mercado está operando em modo binário. De um lado, o cenário de encerramento negociado do conflito — que passaria necessariamente pela cúpula de Pequim e por uma resposta iraniana construtiva à proposta americana. Nesse caso, o petróleo poderia recuar para a faixa de US$ 80 a 85, abrindo espaço para que bancos centrais retomem ciclos de corte com maior convicção. O Copom teria margem para acelerar o ritmo de flexibilização no segundo semestre.

Do outro lado, a possibilidade de que o Estreito de Ormuz permaneça efetivamente fechado por mais semanas ou meses. Nesse cenário, o choque de inflação de energia deixa de ser temporário e começa a contaminar outros componentes do índice — especialmente serviços e alimentos. O Focus já aponta nessa direção: a nona alta consecutiva das projeções do IPCA sugere que o mercado está cada vez menos confiante no caráter passageiro do choque. Para o Brasil, isso implicaria um Copom cada vez mais acuado entre a necessidade de cortar juros para estimular a economia e a resistência inflacionária imposta pela guerra.

A cúpula Trump-Xi desta semana é o evento mais relevante dos próximos 30 dias. Não porque o encontro resolva diretamente o conflito — Pequim não tem controle direto sobre as decisões de Teerã —, mas porque o sinal emitido sobre o arcabouço comercial bilateral e sobre o grau de coordenação possível para pressionar o Irã será determinante para o sentimento dos mercados. Um desfecho positivo pode funcionar como catalisador de alívio global; uma cúpula vazia ou marcada por novas ameaças tarifárias ampliaria a incerteza.

“A pergunta não é sobre os números. É sobre por quanto tempo esse fenômeno vai durar. Um conflito de semanas tem impacto contido. Um conflito de meses muda a estrutura de precificação de toda a economia global.”

— Síntese do consenso entre economistas citada por analistas da B3.

Para o Brasil, o balanço da semana é de cautela calibrada: o real forte e o petróleo elevado continuam favorecendo o resultado primário e a balança comercial, mas as expectativas de inflação desancorando e os juros presos acima de 14% limitam o impulso da atividade. O PIB projetado em 1,85% para 2026 — abaixo dos 2,3% de 2025 — reflete uma economia que cresce, mas com menos fôlego do que poderia ter em outro ambiente.

Lula e Trump mais próximos

Lula e Trump mais próximos


O encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump na Casa Branca marcou uma distensão significativa nas relações diplomáticas, substituindo meses de trocas de farpas por um tom harmonioso e elogios mútuos.

O foco central da reunião foi a pauta comercial, com Lula propondo a criação de um grupo de trabalho bilateral para resolver impasses tarifários e posicionar o Brasil como um parceiro estratégico no mercado global de minerais críticos e terras raras. Embora as guerras tenham sido mencionadas, o diálogo serviu mais para alinhar expectativas do que para mudar convicções; surpreendentemente, Lula descartou os rumores de uma invasão americana a Cuba, embora tenha mantido suas críticas aos ataques contra o Irã.

Por outro lado, temas que o governo brasileiro considerava prioritários, como a exportação do sistema PIX e a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas, foram completamente ignorados durante a conversa. Mesmo com a presença do ministro da Fazenda, Lula optou por seguir o protocolo diplomático e não forçar assuntos que o anfitrião não trouxe à mesa.

O saldo final do encontro aponta para a abertura de um canal político que estava travado, reduzindo a temperatura entre Brasília e Washington após episódios de tensão envolvendo a Venezuela e o Judiciário brasileiro, ainda que não tenham sido firmados acordos de grande impacto imediato.

Delação de Vorcaro fica menos viável

As chances de o banqueiro Daniel Vorcaro formalizar um acordo de delação premiada diminuíram drasticamente, com a expectativa de que o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, rejeite a proposta por considerá-la pouco produtiva.

O principal entrave reside no fato de os investigadores da Polícia Federal acreditarem estar em um estágio mais avançado que o colaborador, que tem limitado suas revelações a fatos já descobertos pelas autoridades. Sem a entrega de informações inéditas e abrangentes, o valor estratégico da colaboração de Vorcaro se esvai, dificultando a obtenção de benefícios penais.

Paralelamente, a investigação avança com novas operações que miram o senador Ciro Nogueira, revelando indícios de um esquema de favorecimento no Congresso. Apreensões de aparelhos e documentos sugerem que Vorcaro custeava um estilo de vida de luxo para o parlamentar, incluindo viagens internacionais e voos privados, além do pagamento de “mesadas” que variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil em troca de atuação legislativa em prol do Banco Master.

Esse aprofundamento da PF não apenas amplia o desgaste político dos envolvidos, mas também retira o poder de barganha de Vorcaro, deixando claro que, se ele não decidir revelar detalhes sobre todos os seus interlocutores, a delação será inviabilizada.

Lula perde a paciência com o PT

O presidente Lula tem demonstrado irritação pública com a direção do PT, evidenciada por sua ausência em eventos importantes do partido, como um jantar de arrecadação organizado especificamente para sua agenda. Embora a justificativa oficial mencione repouso médico após uma cirurgia, os bastidores indicam um descontentamento com a falta de combatividade da legenda nas redes sociais, nas ruas e no Congresso.

Enquanto o mandatário cobra uma mobilização estratégica para enfrentar uma eleição presidencial que promete ser acirrada, o partido parece consumido por disputas internas por cargos e recursos.

Essa tensão ocorre em um momento de oscilação na popularidade do governo e de avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas, o que alimenta especulações sobre a desistência de Lula da reeleição. Embora ele mantenha o desejo de ser “tetra”, o PT já monitora nomes como Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Camilo Santana como alternativas.

A preocupação central da sigla é que Lula permanece como o principal fiador eleitoral da esquerda; sua ausência na urna poderia resultar em um encolhimento drástico da bancada no Congresso, na perda de influência nos estados e na evaporação de alianças políticas essenciais.

Fontes desta edição: Trading Economics · IEA (Oil Market Report, mai. 2026) · Agência Brasil (EBC) · InfoMoney · Exame · CNN Brasil · Money Times · Diário do Grande ABC · Infomoney · Reuters · SpaceMoney · Febraban/ISEB · Banco Central do Brasil (Boletim Focus 11/05/2026) · B3 · Pardal Tech · Suno Research · BM&C News · Brasil de Fato · Poder360 · IPC Digital · Pravda PT.

As informações desta newsletter têm caráter informativo e não constituem recomendação de investimento.

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